Um dia quis uma trinca dar-te
Nhac! –“Em cheio”
Culpa minha, errado anseio
Fui eu quem desejei o alheio
Mas ainda assim fui falar-te
Um dia disseste-me que não
Que a trinca não tinha tido razão
Que tinha sido um erro trincar-te
E que me restava mastigar e deixar-te
Um dia falaste-me dela
Raiva! Congestão!
E a trinca de ti que ao estômago descia
E em convulsões se remexia
Mas consegui a digestão
Um dia contaste-me quem era
E isso nem me fez comichão
Já trincado e ingerido
Já macerado e digerido
Finalmente livrei-me de ti
Parabéns...
Fizeste um lindo cagalhão!
Mostrar mensagens com a etiqueta de mim. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta de mim. Mostrar todas as mensagens
07 fevereiro, 2012
25 agosto, 2011
...e
… sim custa.
Custa-me que mais alguém tenha visto
por aquele prisma
com aquele olhar
daquele ângulo
que entretanto eu descobri…
…e vou descobrindo a pouco e pouco
ao mesmo tempo que me vou perdendo,
mas sabe bem…
Sabe tão bem
como passar a mão pelo cabelo
e olhar bem lá dentro
e sentir que aquece!
e sim…
por isso custa.
Custa-me por querer só para mim
e saber que divido com o tempo,
com o passado e com a memória
a tua, a minha e a dos dias...
e porque não sei gostar menos
não sei palavras por metade…
24 maio, 2011
Cans(aço)
Cansa-me o cansaço
Que pesa no peito
Nas palavras sem jeito
Que sem pudor desfaço
Cansa-me o que faço
E o que não faço e tudo mais!
Aborrecem-me e cansam
Todas essas frases iguais
Foram filmes e sons
Cenas e sons
Sombras e luzes
Cores e vozes
..e um imenso cansaço
aço
aço
aço
Quando quiseres entrar,
vem devagar
mas não me canses...
Que pesa no peito
Nas palavras sem jeito
Que sem pudor desfaço
Cansa-me o que faço
E o que não faço e tudo mais!
Aborrecem-me e cansam
Todas essas frases iguais
Foram filmes e sons
Cenas e sons
Sombras e luzes
Cores e vozes
..e um imenso cansaço
aço
aço
aço
Quando quiseres entrar,
vem devagar
mas não me canses...
26 abril, 2011
Pinta(rola)
Salta a pinta pintarola
Saltita!
Salta a pintarola da pinta
Catita!
Pinta que desse lado salta
Bonita!
Solta-se a pinta e eu derreto…
Que pinta!
Saltita!
Salta a pintarola da pinta
Catita!
Pinta que desse lado salta
Bonita!
Solta-se a pinta e eu derreto…
Que pinta!
21 abril, 2011
beijo bom
Era uma vez… porque todas as estórias começam assim e esta, apesar de ser de um beijo, não podia ser diferente. É a estória do Beijo que andava perdido entre duas bocas que teimavam em não se encontrar. O Beijo ficava por ali, no canto direito do lábio, esperando o melhor momento, a hora certa, o minuto exacto que parecia nunca chegar!!! O desespero, a dúvida e a terrível cócega que se apoderava da pinta do nariz quando o Beijo para lá fugia a fim de se esconder…‘Olá’ – dizia o Beijo escondido no canto direito da boca dele
‘Olá’ – piscava o olho o Beijo perdido no canto direito da boca delaMas os lábios diziam outras coisas, alheios à comunicação do Beijo ali esquecido. Falavam de tudo e de nada, de sons e silêncios, de risos gargalhadas e até da chuva e do tempo. E o Beijo lá ficava, de braços cruzados e impaciente, sem perceber porque não se podia mostrar.
Este era um bom beijo, feito de açúcar e algodão doce, de confetis e bolas de Berlim, de café e licor de anis, de dúvida e curiosidade, de química e atração… prometia muito o bom do Beijo e os lábios que continuavam sem se tocar…!
‘Grrrr’ – rosnava o Beijo impaciente da boca dela
‘Hmmm…’ – pensava a medo o Beijo quente da boca deleEnquanto isto, lá ficavam os lábios em franca comunicação, lançando ao ar palavras esdrúxulas que flutuavam frente aos olhos para onde o Beijo havia viajado. Porque um beijo, para ser bom, deve ser dado, e roubado, sempre com o olhar que lentamente percorre o canto direito do lábio.
‘Beijo, chamo-me Beijo’ – cantarolava o Beijo fugido para o olhar dele
‘Beija-me então, Beijo’ – pedia o Beijo perdido no olhar delaFoi preciso um silêncio, várias cócegas, dois passos, um momento em que os lábios se calaram e os olhos se despediam para que o Beijo aparecesse. E foi como prometia… ou até melhor… bem melhor… Trazia cor, rimas e covinhas na cara. Trazia o toque, o peito e a minha cabeça no teu. Trouxe um abraço quente, um sorriso cá dentro e cócegas no coração.
‘Olá, Beijo Bom’ – digo-te eu e o beijo com saudades do canto direito do teu.
17 março, 2009
Prozac... precisa-se
é que a vidinha de toda a gente parece.me actualmente mais interessante que a minha que n ata nem desata nem sai da cêpa torta. 
n gosto de cinzento, n sei viver com a indefinição, incerteza, o lusco-fusco.
estou aqui mas tanto podia estar ali, acolá, além e isso não me basta.
ando assim mas se talvez andasse de outra maneira e estivesse noutro sítio o meu mundozinho teria mais cor... e ainda assim, talvez não.
e isso tudo, esse vai-não-vai, esse rame-rame, essa mesmice cansa-me bem mais que duas aulas seguidas de ginásio.
é o cansaço do cérebro que se arrasta a pensar, é a procrastinação do futuro, é a lassidão, a frouxidão dos actos e cada vez mais a inércia de agir.
não, não estou deprimida. estou é fartinha de muita coisa e a precisar de drogas legais, umas fluoxetinazitas 'faxavor', uns pozinhos de perlimpimpim.
sou uma fraude, é o que é.

n gosto de cinzento, n sei viver com a indefinição, incerteza, o lusco-fusco.
estou aqui mas tanto podia estar ali, acolá, além e isso não me basta.
ando assim mas se talvez andasse de outra maneira e estivesse noutro sítio o meu mundozinho teria mais cor... e ainda assim, talvez não.
e isso tudo, esse vai-não-vai, esse rame-rame, essa mesmice cansa-me bem mais que duas aulas seguidas de ginásio.
é o cansaço do cérebro que se arrasta a pensar, é a procrastinação do futuro, é a lassidão, a frouxidão dos actos e cada vez mais a inércia de agir.
não, não estou deprimida. estou é fartinha de muita coisa e a precisar de drogas legais, umas fluoxetinazitas 'faxavor', uns pozinhos de perlimpimpim.
sou uma fraude, é o que é.
02 fevereiro, 2009
declaração de princípios
Não gosto do saudosismo, não suporto quando o passado me bate à porta sem pedir licença. é algo que me aborrece solenemente, especialmente quando se trata de situações que ficaram arrumadinhas, digeridas, resolvidas, embrulhadas e recicladas.
Todos os que passam pelo meu caminho me marcam de uma ou outra maneira. D
eixam uma pegada no que sou, sei e sinto. Ainda assim, não passam de peões de um jogo de xadrez que uma vez caídos não regressam ao tabuleiro. Dessas, que decerto fizeram más jogadas, prefiro que se mantenham na condição de pretérito imperfeito.
Nem sempre os ponteiros do relógio andam à mesma velocidade, nem sempre se vê a "big picture" e o puzzle acaba por ficar com as peças desencontradas.
Todos os que passam pelo meu caminho me marcam de uma ou outra maneira. D
eixam uma pegada no que sou, sei e sinto. Ainda assim, não passam de peões de um jogo de xadrez que uma vez caídos não regressam ao tabuleiro. Dessas, que decerto fizeram más jogadas, prefiro que se mantenham na condição de pretérito imperfeito.Nem sempre os ponteiros do relógio andam à mesma velocidade, nem sempre se vê a "big picture" e o puzzle acaba por ficar com as peças desencontradas.
That's life...
06 janeiro, 2009
à espera
ando com vontade de escrever e não sei bem o quê.
ando sem gosto pelas letras, sem sabor pelo teclado que já conheço de tantas batidas.
ando assim, sem sentir o desejo dos dias, sem tesão pelo sol ou pela chuva.
ando como todos andam… para a frente e sem olhar.
ando apenas por andar!
ando pelos caminhos pelos quais quero desandar.
ando sem gosto pelas letras, sem sabor pelo teclado que já conheço de tantas batidas.
ando assim, sem sentir o desejo dos dias, sem tesão pelo sol ou pela chuva.
ando como todos andam… para a frente e sem olhar.
ando apenas por andar!
ando pelos caminhos pelos quais quero desandar.
E no fim restam os passos e o chão
e o comboio que tarda em partir
do outro lado…
e o comboio que tarda em partir
do outro lado…

29 outubro, 2008
olá...
"Olá", disseste com um sorriso do tamanho do sol. Estavas a chegar de uma longa viagem que te trouxe até mim, até ao meu mundo de cartas sobrepostas num castelo em desiquilíbrio. Vieste sem avisar, sem que eu percebesse que, de mansinho, abrias as dunas e pintavas o céu de mil aguarelas.
Soube-te o beijo, o corpo e a alma. Sei-te de cor pelas palmas das minhas mão. Sei e sinto que te trago pelo peito cheio do ar que foste insuflando em mim.
Quantas vezes te sorri em tempos idos, quantos passos caminhados em desalinho, quantas luas e sóis se passaram no desconhecimento desse verbo perfeito que agora saboreio a cada momento.
"Olá", disseste com um brilho nos olhos. Vinhas da terra do nunca, do mar da palha, do norte de um meridiano já esquecido. Convidaste-me a entrar, a sentar num dos bancos do teu jardim e a ouvir como soavam as cigarras em tardes quentes e o barulho das estrelas pela madrugada.
Roubaste-me um beijo, dei-te o sabor e a luz...
07 outubro, 2008
pelos caminhos de ti
Procuro aproveitar ao máximo pouco tempo que tenho entre trabalho, casa e casa, trabalho. Gosto especialmente de me abstrair do meu quotidiano e tirar umas "férias" da civilização.
Este fim-de-semana passeei-me pelo Douro e apaixonei-me pela vinha, pelo rio, pelos gostos e sabores de uva madura e doces de amora silvestre.
Pelas curvas do Marão e pelo fumo da locomotiva a vapor do Tua, pelas terras de xisto e pelo porto maduro, por cada raio de sol reflectido pela tua boca e por todos os bagos que colhemos entre risos e gargalhadas.
Foi no brilho das folhas que se estendiam pelos nossos caminhoss que também me apaixonei por ti...
NOTA: Antes que se gere aí uma telenovela, ninguém aqui vai casar! a história do anel era uma simples piada :D
13 julho, 2008
oscular
apetece-me um beijo. não precisa ser especial, nem mágico, nem dado por nenhum príncipe desencantado. basta que seja um beijo roubado que mate mais a saudade que o desejo.
ps: mas continuo a greve emocional!!!
a surpresa do beijo arrebatado...
o toque suave e gentil dos lábios que se encontram numa dança, as cócegas das papilas na língua e o calor de um abraço partilhado...
sentir-me viva e parte de um infinito que partilha das mesmas partículas...
saber que na tua boca está o meu átomo perdido num passado distante...
Chamem-me louca, despudorada mas bom mesmo é beijar... e muito!
ps: mas continuo a greve emocional!!!26 junho, 2008
em greve emocional
Como o ano já vai avançado, resolvi parar para um curto balanço da minha vida amorosa nos últimos seis meses. Cheguei à conclusão que de amoroso não teve nada e que não passaram de enormes flops.
(agradecimentos à estrela Cristina pela fantástica expressão: flops amorosos)
Tivemos o V1, o V2, o B e o A... o que para amostra do alfabeto, e meio ano, já me chega!!!!
V.1 - Quando finalmente rola qualquer coisa, à porta do apartamento dele, diz: "Ah e tal, não te posso convidar pa subir porque a minha namorada está lá em cima". (não, eu não sabia que ele namorava)
B. - Descobri que os piropos que me mandava eram os mesmo que mandava a dezenas de miúdas de 17/18 anos e ele com 29....
A. - No último encontro que tivemos quis contar-me que teve de deixar a ex porque não tinha tempo para ela. Nunca mais o vi...
V.2 - Depois de algum tempo e de algum envolvimento (numa estória confusa e anterior às supramencionadas) resolve que o que quer é ir montar cavalos para a Normandia, depois de admitir que até se esquece de mim como se esquece de toda a gente.
Em suma, não me lixem.
Acabei de entrar em GREVE EMOCIONAL!!!
(agradecimentos à estrela Cristina pela fantástica expressão: flops amorosos)
Tivemos o V1, o V2, o B e o A... o que para amostra do alfabeto, e meio ano, já me chega!!!!
V.1 - Quando finalmente rola qualquer coisa, à porta do apartamento dele, diz: "Ah e tal, não te posso convidar pa subir porque a minha namorada está lá em cima". (não, eu não sabia que ele namorava)
B. - Descobri que os piropos que me mandava eram os mesmo que mandava a dezenas de miúdas de 17/18 anos e ele com 29....
A. - No último encontro que tivemos quis contar-me que teve de deixar a ex porque não tinha tempo para ela. Nunca mais o vi...
V.2 - Depois de algum tempo e de algum envolvimento (numa estória confusa e anterior às supramencionadas) resolve que o que quer é ir montar cavalos para a Normandia, depois de admitir que até se esquece de mim como se esquece de toda a gente.
Em suma, não me lixem.
Acabei de entrar em GREVE EMOCIONAL!!!
16 junho, 2008
raiva
sem paciênciaa explodir
a gritar sem voz
incapaz de ouvir
farta
a espumar
a ferver
a ranger
a latejar
intolerante
insolente
insolente
prepotente
sem pachorraraiva... muita... fétida... visceral... demais
08 junho, 2008
ser quem sou
Ando numa onda demasiado volátil para nadar, demasiado impaciente e incerta.Perdi-me num ritmo injusto de apenas agradar o que me pertence.
Corri demais atrás de sombras e nuvens disformes, sem notar a sofreguidão com que o ar me fugia.
Agora sou eu quem me governa, quem decide a ordem dos ponteiros, quem gera o fogo do próprio chão.
Da meta se fez início, ponto de partida, origem do ser...
Do sono se criou o sonho, o vector de um caminho que não sabe que passo dar...
Gosto deste incerto, da minha questão, do constante desenho do futuro.
Gosto de descobrir as folhas, colher os frutos e seguir.
Gosto do saber esse sabor agridoce.
Gosto de ser quem sou.
29 abril, 2008
seja o que foi e não mais
Em mim passam os tempos incertos,Voltam as ondas da maré cinzenta
…e o frio
Regressam lentamente os passos esquecidos
Dados tantas vezes por esse lado do mundo
…sem cor
Fecha-se a porta sem espreitar
Sem beber do meu sorriso
E do tanto que quis dar.
Foi o fogo efémero, fátuo, fugaz
Foi da palavra que fugiu veloz
Foi um círculo rachado em curva
Foi o choro que a minha alma turva
Seja o que for
Foi o que não será jamais
05 abril, 2008
be, was, been

Quanto som, quanta gente
Multiplicam-se as imagens, as mensagens e o passado vira presente sem futuro
São ruas trilhadas que se cruzam num ponto, seguindo infinitos distintos
São as marcas na terra, os passos deixados numa duna que se apaga
São castelos de cartas voltadas sem face
Quanta gente sem som
Cheguei
Parti
Não perdi...
...não encontrei.
25 março, 2008
open door
Abri a porta devagar, de mansinho para não acordar o sono e a luz.Deixei entrar o som e o silêncio, o tempo e o espaço, o riso escondido no canto da boca.
Pousei um pé ante o outro e guardei as nuvens numa caixa de lápis de cor.
Escondi o vento e as ondas agitadas num baú de memórias perdidas.
Vesti-me de sol e de lua.
Agora sim!
Truz, truz
- Quem é?
- Podes entrar…
- Quem é?
- Podes entrar…
20 março, 2008
gosto...
Gosto de diálogos, de palavras lançadas no ar, de risos e gargalhadas, de saber-te um pouco mais.Gosto de sorrir, de sentir que me abraças sem querer, de percorrer os teus olhos em surdina e ver-me em ti.
Gosto da palavra, do som da tua voz no meu ouvido, das linhas que vais dizendo lentamente e do calor que me queres oferecer.
Gosto do beijo que não te dei...
14 março, 2008
cócegas
Subscrever:
Mensagens (Atom)



