02 julho, 2007

(i)material

Se de um gesto triste ou de um sorriso falhado eu visse a transparência da alma… Arrancá-la, sangrá-la, esgotá-la sem pudor! Ver as vísceras, os órgãos, os músculos. Ver bem, ver dentro de mim. A matéria de que se é feito, os átomos que se movem, moléculas, células até ao infinito e deleitar-me com essas pérolas palpitantes, esses contornos que me fazem Ser. Entre estímulos e reacções movimentos ou vibrações, assegurar os limites entre cada porção e saber a matéria que faz bater o coração.

Ser a veia que transporta, ser o osso que sustenta. Ser carne, sangue e tudo… E absorver num sorriso o cheiro delicado de uma Primavera tardia, da relva cortada, molhada numa noite fria. Deixar que o pensamento voe solto sem as fronteiras do metafísico, exorxizando todo o contexto real, tangivel, palpável.


Existir mais que Ser... Possuir mais que apenas Ter...
Planar entre universos de omnipresença e Sentir... sem tocar, sem ver ou ouvir, sem cheirar ou saborear... De uma orgia dos sentidos passar para o nada simples do Nada, a ausência, o abstracto em planos díspares, o Tudo dentro do vazio e deixar que o riso daquela criança de guarda-chuva amarelo que brinca lá longe, trespasse o corpo e se fixe na alma como os grãos de areia arrastados da praia pelo vento norte.

3 comentários:

Maryposa disse...

mas pq é q este texto n aparece???
teste...
teste...

Eldazinha disse...

lollllllllllll
temos Eça de Queirós... no feminino! lolllllllll
Muito bom!
5*****
Beijitos

Lua disse...

lindo ;)